Á Daniela

Á

Soneto  para a Daniela.

É um decassílabo,  por ser mais fácil a colocação das tônicas, e tem, começando no último verso do segundo quarteto, o nome de Daniela nas primeiras letras dos versos restantes, o que não o classifica como acróstico visto que, para tanto, é necessário que todas as letras dos 14 versos sejam utilizadas.

É… digamos… um… “meia boca” ou “meio acróstico”.

Não fica muito claro o porque da “partida” com que pretendi insinuar a proximidade da morte em razão da velhice, mas cada dia que o presente subtrai ao futuro e soma ao passado, é um dia que estamos  mais próximos do fim.

À Daniela

Porque eu te encontrei somente agora
quando ja tenho a fronte encanecida?
Tu a brilhar nas cores da aurora,
eu encurvado ao peso de uma vida!

Devo dizer-te, antes da partida,
o quanto eu te devo, nesta hora,
pela gloria, embora imerecida,
de reviver paixão arrasadora.

Apaixonou-me tua singeleza
não apenas, e só, tua beleza,
inspiradora mor de cada estrela.

E nas gotas de luz que o céu envia
leio, todas as noites,dia a dia,
a oração que é nome: Daniela!

antonio naddeo

Sobre o autor

Antonio Naddeo

Há 68 anos, em 1950 surgia o ator, moldado até então pelas máquinas em uma indústria de cartonagem. Aos 16 anos passa a ser moldado pelo palco, pelos scripts e por uma incansável vontade de aprender.

Inserir comentário

Por Antonio Naddeo

Categorias

Antonio Naddeo

Há 68 anos, em 1950 surgia o ator, moldado até então pelas máquinas em uma indústria de cartonagem. Aos 16 anos passa a ser moldado pelo palco, pelos scripts e por uma incansável vontade de aprender.